Custos indiretos no preço do prato: gás, energia, embalagem e mão de obra

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Quando você calcula o custo de um prato só pelos ingredientes, está vendo metade da história. A outra metade, gás, energia, água, mão de obra, aluguel, embalagem, não aparece na ficha de ingredientes, mas é tão real quanto o queijo. E é justamente por não aparecer que ela corrói a margem em silêncio.

Este artigo explica quais são esses custos indiretos, por que eles precisam entrar no preço e como incluí-los sem transformar a precificação num pesadelo de planilha.

Custo direto x custo indireto

Custo direto é o que você consegue apontar para um prato específico: os ingredientes, a embalagem daquele pedido. É o que a ficha técnica calcula.

Custo indireto é o que sustenta a operação inteira mas não "gruda" em um prato só: o gás que assa tudo, a energia que ilumina e refrigera, o salário da equipe, o aluguel, a internet, a taxa da maquininha, o contador, o marketing. Existiria mesmo que você vendesse um prato a menos.

O erro comum é precificar cobrindo só o custo direto e torcer para que o resto "caiba na margem". Só que se a margem não foi calculada para cobrir os indiretos, ela não cobre, e o dinheiro some.

Os principais custos indiretos de um negócio de comida

  • Energia e gás, o forno, o fogão, a chapa, a câmara fria. Em cozinha, isso pesa.
  • Mão de obra, salários, encargos, benefícios da equipe de cozinha e salão.
  • Ocupação, aluguel, condomínio, IPTU do ponto.
  • Utilidades, água, internet, telefone.
  • Taxas, maquininha de cartão, comissão de aplicativos de delivery (que podem chegar a percentuais altíssimos do pedido).
  • Administrativo, contador, sistemas, licenças.
  • Marketing, o que você gasta para o cliente chegar.
  • Depreciação e manutenção, os equipamentos se desgastam e precisam ser repostos.

Como incluir os indiretos no preço

Você não vai ratear o valor exato do aluguel em cada prato, isso seria impraticável. O que a gestão profissional faz é embutir os custos indiretos na margem que aplica sobre o custo direto.

O raciocínio, de forma simples:

  1. Levante seus custos indiretos mensais totais (some tudo da lista acima).
  2. Compare com o seu faturamento mensal. Se os indiretos representam, digamos, 45% do faturamento, você sabe que quase metade de cada venda vai para essa estrutura antes de sobrar lucro.
  3. Precifique com margem suficiente para que, depois do custo direto do prato, ainda sobre o bastante para cobrir esse percentual de indiretos E deixar lucro.

É por isso que a margem de contribuição de um prato precisa ser bem maior que zero: ela não é lucro, é o que vai cobrir toda essa estrutura invisível. O guia de precificação mostra como definir essa margem, e o CMV ajuda a ver quanto de cada venda está indo só para os ingredientes.

Um caso concreto de armadilha: o delivery

O delivery é o exemplo perfeito de custo indireto que engole margem. A comissão do aplicativo é um custo que não existe no balcão. Um prato que dá boa margem no salão pode dar prejuízo no delivery se você não embutiu a comissão no preço da versão para entrega. Muitos negócios vendem no delivery com margem negativa sem perceber, porque calcularam só o custo dos ingredientes.

Aplica hoje

  • Faça a lista dos seus custos indiretos mensais e some. Divida pelo faturamento do mês para achar o percentual que eles representam.
  • Confira se a margem que você aplica nos pratos é suficiente para cobrir esse percentual e ainda sobrar lucro. Se não for, sua precificação está estruturalmente no vermelho.
  • Trate delivery e balcão como preços diferentes, embutindo a comissão do app na versão de entrega.

Seu prato custa mais do que os ingredientes. No ChefPro, você calcula o custo direto com precisão e precifica com a margem certa para cobrir o resto. Comece grátis.

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